segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Alice no País da Maravilhas

A história de Alice é, na realidade, triste. Lembrem-se que os grandes contos de fadas são de outra época, a realidade era diferente e os valores extremamente conservadores. Então, ter uma filha esquizofrênica era considerado uma aberração, um crime. 

Os pais de Alice decidiram deixa-la em um sanatório, e ela permanecia, na maior parte do tempo, dopada. Quando não estava sob efeito de remédios, era violentada pelos funcionários. A menina tinha apenas 11 anos. Cada um dos personagens e objetos da história, tem a ver com um desejo ou experiência de Alice.

O buraco pelo qual ela entra no País das Maravilhas, é, na verdade, uma janela de seu quarto, onde ficou presa durante toda a vida, pela qual ela desejava sair e conhecer o mundo à sua volta. O coelho branco, para ela, representava o tempo. Aquele tempo que ela desejava que passasse logo, para que um dia ela pudesse sair daquele lugar. O tempo que ela via passar tão rápido, porém tão lento...

O Chapeleiro Maluco, era outro interno, seu melhor amigo. Alguém que deixava sua vida no hospital menos amargurada, com quem criava várias teorias de como seria a vida lá fora. O rapaz, em realidade, sofria de Síndrome Bipolar, por isso a personalidade do Chapeleiro na história, o mostrava ora alegre, ora depressivo, ora calmo, ora irritado.

A Lebre, companheira do Chapeleiro, era a menina que dividia o quarto com ele. Ela sofria de depressão profunda, e todas as vezes que Alice teve contato com ela, encontrou-a num estado de terror e paranoia. O gato de Cheshire: um dos enfermeiros, em quem Alice confiou, mas acabou por enganá-la e violenta-la. O sorriso do gato, aquele que é tão marcado, era na verdade o sorriso obscuro que seu agressor abria, cada vez que lhe abusava, e a deixava jogada em um canto de sua acomodação, derrotada, triste e ofuscada.

A Rainha de Copas: a diretora do sanatório. Uma mulher má e desprezível, que não sentia sequer um pingo de compaixão para com os enfermos que estavam sob seus cuidados. Era a favor da terapia de choque e da lobotomia, e por diversas vezes ordenava que os funcionários espancassem, sedassem e prendessem em jaulas os enfermos que apresentavam comportamento que não lhe agradavam. 

A Rainha Branca: sua mãe, uma mulher nobre e terna, que sofreu na pele o preconceito de ter uma filha doente, tendo que abandonar a menina em um sanatório, e nunca mais voltar a vê-la. As vagas lembranças que Alice possuía, era de momentos com sua mãe, e o motivo dela pensar que o mundo fora dos muros do hospital era um lugar melhor, era saber que a mãe estava lá, em algum lugar, para lhe cuidar.  Os Naipes: enfermeiros do hospital, apenas seguindo ordens o dia inteiro.

A Lagarta Azul: sua terapeuta, aquela que lhe dava as respostas, que lhe explicava o que acontecia e com quem ela conversava. Tweedledum e Tweedledee: gêmeos siameses órfãos, que também estavam no hospital. Embora não possuíssem nenhum problema mental que justificasse sua internação, a aparência que tinham era assustadora, por isso foram reclusos.

O Rei de Copas: o médico psiquiatra do hospital. Alguém com complexo de inferioridade, que era incapaz de se opor às ordens da diretora. Os frascos “Coma-me” e “Beba-me”: as drogas que lhe davam. Por serem extremamente fortes, por várias vezes Alice tinha sensações diferentes e alucinações, bem como se tivesse encolhido ou aumentado de tamanho.

Tudo isso foi criado pela menina como se fosse um mundo paralelo. Uma realidade menos dolorosa daquela em que vivia. Ela já não podia suportar aquele local e tudo o que acontecia com ela ali dentro, então resolveu usar de sua imaginação infantil para amenizar a dor e o sofrimento. A irmã mais velha de Alice, é na verdade uma enfermeira do hospital, a quem a pequena era muito apegada. A enfermeira tinha um diário e nele anotava todas as histórias que Alice criava em sua mente. Todos os dias a enfermeira ia até o quarto da menina e ouvia seus desabafos e as aventuras que criava em sua mente. Sem deixar de anotar uma palavra sequer.

Infelizmente, Alice  executa uma tentativa de fuga. Ela não obtém sucesso, e acaba detida pelos funcionários. A diretora furiosa, manda que espanquem a garota e apliquem a terapia de eletrochoque, para que nunca mais volte a se repetir. Após o castigo, Alice torna-se agressiva e violenta, ao ponto da diretora decidir que a única saída para ela, seria a lobotomia.

Alice viveu por muito tempo em um estado de “coma”. Ela nunca mais viveu, sorriu, tampouco falou. Devido a isso, teve seu corpo devastadoramente abusado, tanto, que acabou por ter hemorragia interna devido à violência empregada em um ato de estupro, e veio a falecer.

A enfermeira que escrevia suas histórias em um diário acabou por se afastar do sanatório, e Alice foi imortalizada como a menina sonhadora que viveu aventuras incríveis no País das Maravilhas.


Será?

Foi em 02 de janeiro, às 02h04. Eu acordei com uma batida na porta. Uma batida a cada 3 segundos. Eu coloquei os meus chinelos e desci as escadas. Enquanto eu caminhava para baixo, as batidas na porta ficaram mais rápidas, quase como um piscar de olhos. Quando cheguei à porta, as batidas pararam, eu olhei para fora e ninguém estava lá.

Voltei para o meu quarto e para a cama, pensando que era apenas algumas crianças fazendo uma brincadeira. No 4:21 eu acordei para a porta da frente batendo. Eu pulei, apavorado. Olhei para minha janela para encontrar "sorria" escrito sobre ela. Peguei meu telefone ao meu lado, pronto para chamar o 911, só para encontrar uma mensagem escrita sobre ele dizendo: "Eu disse para você sorrir". Eu chorei e corri para a salvar a minha vida
.
Assim eu bati na casa dos vizinhos do outro lado da estrada. Eles responderam e me seguraram enquanto eu chorava. Eles ligaram para a polícia. Exatamente às 5:42, a polícia chegou à minha casa vizinhos após uma extensa investigação em minha casa. Eles me disseram que não havia nenhuma evidência de qualquer outra pessoa em minha casa que eu. As mensagens na janela foram embora, assim como a o meu telefone. Disseram-me para dormir um pouco e me aconselharam a ver o médico sobre o estresse e problemas de ansiedade. Foda-se. Eu sabia o que me aconteceu foi real.

Na noite seguinte, depois de passar o dia no meus vizinhos, eu fui para casa. Eu fui para o meu quarto e configurei uma câmera. Eu a configurei para a porta do meu quarto e a minha cama. Eu a coloquei para gravar e fui dormir. Felizmente, eu dormi a noite toda. No entanto, como eu assisti o filme, eu não podia acreditar no que vi.

Às 3 da manhã, algo se arrastou para fora de debaixo da minha cama. Era um ser completamente nu, anoréxico. Ele levantou-se e olhou para mim na cama. Ele fez isso para outra hora, sem se mexer. Em seguida, ele se moveu. Ele caminhou até a câmera até que seu rosto tomou a tela inteira. Ele era extremamente pálida e tinha veias salientes por toda a sua cabeça. Seus olhos eram completamente pretos, com um enorme sorriso no rosto. Ele olhou fixamente para a câmera por mais de duas horas, sem piscar, apenas ligeiramente torcendo sua cabeça a cada vez.

Após duas horas de ele olhando para a câmera  ele caminhou de volta para a minha cama e se arrastou de volta ao abrigo. Eu pulei o vídeo para frente até que ele me mostrou levantando-se e caminhando para a câmera. O vídeo acaba ai. Eu estava congelado de medo. O vídeo mostra ele indo de volta ao abrigo, mas não saindo. Seja o que seja, ele ainda estava lá.


Sua decisão

No seu 33 º aniversário, vá para o seu posto de gasolina local e pegue o jornal. Os classificados terão um pequeno lembrete que comemora seu nascimento e dizendo para você virar para trás. Ao olhar para trás, um homem vestido com um manto negro estará indo em sua direção. 

Se você optar por fugir, ele vai caçá-lo para o resto de sua vida, e quando encontrar você, vai te matar da forma mais horrível possível. No entanto, se você esperar a sua chegada e não fugir, ele vai te dar um pequeno pacote. 

Dentro do pacote, você vai encontrar o objeto que você mais deseja na vida.



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Estatica

Eu realmente preciso botar isso pra fora, não consigo mais viver com o que aconteceu aquela noite, isso que me perturba até hoje quando fecho os meus olhos. Eu tinha me mudado para a Escócia com minha esposa. Nos mudamos para uma bela cidade no norte chamado Elgin. Nós pensávamos que nos teriamos uma vida longa e feliz aqui. Como estavamos errados.

Na terceira semana em que estavamos lá, coisas estranhas começaram a acontecer. Minha esposa recebeu um telefonema as 04:00 da noite, um horário estranho para alguém receber um telefonema. Ela respondeu com um "Olá", e escutou outro "Olá" no outro lado da linha, e então desligaram. Ela disse que só podia ouvir um barulho muito fraco gritando no fundo do telefone. Ela desligou o telefone e nos voltamos a dormir.

5 minutos depois disso, eu recebi um telefonema. Eu atendi, mas só podia ouvir estática, com uma risasa no fundo. Eu fiquei muito irritado, seja lá quem estava fazendo isso. Eu o xinguei e disse para parar de telefonar. Depois que a estática parou, escutei um estrondo enorme na porta da frente. Nós dois corremos para ver o que havia acontecido. Eu disse a ela que tudo ia ficar bem e falei disse para ficar esperando. Eu peguei um bastão e caminhei até a porta. Eu puxei a cortina que cobre a janela na porta para encontrar uma mensagem. A mensagem dizia "Você não deveria deixa-la sozinha".

Assim que eu terminar de ler, eu ouvi um grito vindo do andar de cima. Eu corri imediatamente para cima. Minha esposa estava de pé, sangue escorrendo de seu pescoço, ela estava olhando bem nos meus olhos, chorando. É havia uma coisa atrás dela, a coisa que arruinou minha vida. Era uma criatura alta, completamente nua, de forma humanóide. Ela era completamente careca e tinha pernas muito magras, quase se podia ver seus ossos. Seu rosto era a coisa mais horrível que eu já vi na minha vida. Ela tinha um enorme sorriso em seu rosto, e tinha os olhos completamente vermelhos, um menor do que o outro.

Eu nunca tinha sentido essa sensação antes. Eu não podia fazer nada. Eu estava literalmente congelado de medo. Eu não conseguia nem falar, e tudo que eu podia fazer era chorar. Esta criatura lentamente rastejou até mim, com minha esposa em suas garras. Seu rosto veio até mim altura e ela olhou bem nos meus olhos. A criatura gritou, porém tudo o que saiu da sua boca era estática. Eu estava apavorado. A criatura correu muito para a janela e pulou para fora. Assim que ele deixou o prédio eu caí no chão. Eu olhei para para fora para ver se eu conseguia ver a criatura, mas ela já estava longe.

Dois dias depois, eu estava um caco. Eu não dormia, eu estava pesquisando durante vários dias para descobrir se alguém sabia o que era isso, ou se alguém já tenha passado por uma experiência parecida. Ninguém nunca tinha ouvido falar dessa coisa que eu tinha visto. Um mês se passou, nada tinha acontecido. Eu não estava trabalhando, eu mal tinha dormido. Eu não conseguia mais viver. Eu peguei uma lâmina de barbear e cortei meus meus pulsos. O sangue escorreu da minha ferida, senti como se toda a dor do que tinha acontecido ​​estivesse saindo de meus pensamentos, eu olhei para o espelho, e ele estava lá. Sorrindo como antes. Sangue escorria de seus olhos e vi pendurado em suas garras, a cabeça da minha esposa, separada do corpo. A criatura gritou estáticas e eu caí no chão.

Senti meu corpo fraco. Eu estava com medo de olhar para o espelho, mas eu senti que eu tinha que olhar. Me levantei do chão, e era como se meu reflexo combinava com o da criatura. Eu estava olhando diretamente em seus olhos, onde devia ser os meus, onde deveria ser o meu corpo, era o da criatura. Eu lentamente levantei minha mão e no reflexo que eu estava segurando a cabeça dela. Quando olhei para minha mão direita lá estava. Eu estava segurando a cabeça da minha esposa. Eu gritei, mas meus gritos eram apenas estática. Meu sangue começou a sair do meu pulso, eu sabia que eu estava chegando perto da minha morte. Senti meu corpo estava frio. Eu sabia que não matei minha esposa. Assim eu adormeci.

Eu acordei em uma cama de hospital, confuso, e com os pulsos enfaixados. Quando eu acordei, dois políciais entraram no quarto e me disseram que tinham algumas perguntas para mim. Eles me disseram que a cabeça da minha esposa foi encontrada em minha casa, e que eu não estava indo para qualquer lugar por um tempo. Me disseram para descansar e que eles iriam voltar mais tarde. Enquanto caminhavam para fora da sala, um deles se virou e disse: "Ah, e uma última coisa," Sua boca se abriu largamente, e o único som que escutei era estática.

Infeliz

Eu estou acordado, mas não deveria estar. Você foi ruim por muito tempo, e é hora de parar. Eu gostaria de não ter que fazer isso, acredite. É muito mais fácil para mim continuar a dormir por eras do que ter que me preocupar com você, humanidade. Mas eu estou acordado, e muito descontente. Você cometeu muitas atrocidades em meu nome, e muitas dessas atrocidades foram cometidas contra mim. Não é uma questão de benevolência ou malevolência, mas de ponto e valor.

Suas existências não servem mais, assim como era à milênios atrás. Além disso, seus "sacrifícios" não são de valor nenhum para mim. O que me importa se você enviar sua alma de volta para mim? Eu te fiz e te joguei para fora, o que faz pensar que eu quero você, humanidade, de volta?

Há uma razão para você não estar comigo. É porque muitos de vocês são uma experiência fracassada. Eu estava simplesmente esperando o momento que vocês destruíssem uns aos outros, mas agora você já cruzou a linha, e está se aprofundando em assuntos que não lhe dizem respeito. Vocês acham que estão seguros, confinados na prisão que chamam de Terra, mas não, um dia você vai encontrar o seu atormento. Vocês acham que vão descobrir o espaço ao seu redor, mas na verdade estão apenas balançando a gaiola que eu fiz para você. Oh, humanidade, você tinha tudo o que precisava ali mesmo, mas não, você queria mais. Se eu permitir que você continue a mexer em minhas criações mais bem-sucedidas, você iria destruí-las. "Eles" sabem disso, e é por isso que me acordaram.

Tentei esquecer, mas eu não posso deixar isso continuar por mais tempo. Em breve você vai sentir toda a ira de seu criador, porque o que foi feito pode também ser desfeito, e todos vocês tem várias formas maravilhosas de serem desfeitos. Alguns me chamam de Deus, outros me chamam de demônio. Mas tudo o que eu sei é que estou acordado, e muito infeliz. 

Crianças

Na área rural de Wisconsin, existe um velho parque abandonado. Construído em 1920, servia como ponto de encontro de turistas na cidade. Isto é, até que um trem recém-desenvolvido e um túnel para passeio foi instalado em 1932. Era um comboio infantil aparentemente inocente, com um carro chefe mecanizado e com três pequenos carrinhos puxados por trás dele. Duravam em torno de algumas voltas antes de entrar no pequeno túnel final.

Mas é aí que a história fica estranha. Houve inúmeros casos de mortes de crianças naquele ano, todos eles acontecendo depois que a criança entrava no sistema do trem. Algumas crianças desapareciam nesse curto túnel (cerca de 10 pés), e outras entraram em coma depois de sair. Uma delas, ao sair, foi encontrada morta. Seu vestido estava coberto no que parecia ser pequenas impressões de mãos sangrentas. E algumas outras das crianças foram mortas por arranhões em suas gargantas até sangrar.

O parque foi fechado e a popularidade da cidade como uma cidade turística despencou. Recentemente uma equipe de cientistas foram enviados ao parque. Eles colocaram uma câmera de vídeo no trem e um estagiário nele antes de enviá-lo para as trilhas. Quando o trem saiu do túnel, estava totalmente vazio, exceto para a câmera que ainda estava lá. Os últimos dez segundos da gravação não mostravam nada além de estática, exceto o som de algumas crianças rindo ao fundo.

Salve-se

Você é acordado pelo toque distante do telefone ao lado de sua cama, que no mesmo estante te puxa do seu sono. Seus pensamentos reúnem-se aos poucos e você geme enquanto lentamente sua mentalidade desperta e se aproxima de uma resposta corporal.

Assim que você coloca o telefone próximo ao ouvido, você é recebido por gritos de pessoas em dor agonizante, enquanto imploram por ajuda ou morte, além do mais, a interferência não te permite ouvir qualquer voz individual com clareza suficiente.

"Saia da casa agora!"

A chamada termina abruptamente após o que você poderia jurar ser uma voz mais perto de você do que do outro lado da chamada. Você muda de lugar na cama, suspirando enquanto esfrega os olhos preguiçosamente. Uma chamada surpreendente no início da manhã com toda certeza era um motivo para se manter acordado. Sua esposa se afasta para o lado, aparentemente, também acordada pelo telefonema. Ela envolve seus braços em volta de você e lhe dá um leve beijo no pescoço.

"Não se preocupe com isso", Seu meio murmúrio lhe acalma um pouco.

Assim que você coloca o telefone para baixo, ele toca novamente. Você se atrapalha um pouco e o solta. Em vez disso, você sente os braços de sua esposa se apertarem em torno de você, te impedindo de se inclinar para a frente. É então que você nota uma diferença sutil entre os braços em torno de você e a familiaridade dos de sua esposa.

"É tarde demais para salvá-la de qualquer jeito."

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Suas vitimas

Mais uma tarde monótona de outono, mas isso não é uma reclamação! O outono costumava ser a minha estação preferida do ano… Desafortunadamente, isto ficou para trás. Os dias tranquilos de outrora já não me trazem boas recordações, pois foi em um deles que esse pesadelo começou...

Era para ser só mais uma tarde comum, eu estava decidida a dar um passeio até a praça e foi o que fiz. Caminhava distraidamente, quando percebi que o tempo começava a se fechar, como se estivesse anunciando os terríveis eventos vindouros… Eu não sei como, foi tudo tão repentino…

Eu já ia voltar para casa, quando algo me chamou a atenção: quem eram aquelas pessoas? Eram tantas! A velha praça da cidade estava… Aquilo não podia ser real, eu não podia acreditar no que via. Definitivamente, parecia um pesadelo que vinha à tona! Todos tinham uma aparência tão monstruosa, tão surpreendentemente insana; não seria exagero dizer que todos os personagens que me causavam medo estavam ali, reunidos.

Eu sempre fora uma garota imaginativa demais, surrealista demais e, talvez, isso tenha me levado a criar coragem para me aproximar e ver de perto aquele circo de horrores. Não, meus olhos não podiam me enganar tanto, eles estavam ali.. “Pessoas” que pareciam ter saído de algum filme de terror incrivelmente bizarro. O que eu estou dizendo?! Elas não compunham um elenco, eram reais e estavam ali misturados com civis inocentes…

Pobre garotinho, quem poderia prever que naquele brinquedo aparentemente inofensivo estava contida uma arma tão perigosa? Eu, eu previ. Eu sabia que em pouco tempo ele iria descobrir o poder que trazia oculto em si. O tempo parecia fora do curso normal… Ele e sua motosserra já faziam vítimas!

Eu tentei alertar. Minha mãe, tentei fazê-la entender, mas ela não me ouviu, soltou a minha mão e naquele momento eu soube que estava sozinha. As pessoas já não se divertiam com o espetáculo dos personagens misteriosos e assustadores, ao contrário, tentavam fugir…

Lotavam ônibus, carros ou qualquer coisa que pudesse tirá-los dali.

Eu corri em direção ao prédio mais alto, subi as escadas de encontro com o desconhecido… Eu via naquele lugar o meu refúgio, até que minha mãe ressurgiu, resolveu me escutar. Estávamos as duas trancando as portas o mais depressa possível, mas fomos surpreendidas por uma dupla de oportunistas que a fizeram de refém.

Corajosa – além do normal – eu negociei sua liberdade com a moça que portava uma faca pressionada contra seu peito; ela e seu parceiro poderiam ficar ali desde que nos ajudassem a obter mantimentos. Contudo, assim que entramos em um acordo, ele apareceu… Não sei como descrever um ser tão horrível...

Ele tinha o poder de acabar com tudo o que estava a sua volta, era como se, de repente, tudo deixasse de estar ali. Um tiro de sua arma viral e a pobre moça já se encontrava aniquilada, destruída para sempre.. Era mais uma das criaturas lá fora…

Por que eu? Ele me mantinha intacta, a única que ele fazia questão de cuidar. Eu era levada por ele pelos caminhos conhecidos de tempos mais felizes, ele me envolvia com seu braço forte e mostrava-me as atrocidades que cometia como se representassem um feito heroico. Como encará-lo? Eu mal conseguia suportar seu toque!

Enfim, chegamos a uma antiga casa do centro da cidade, onde estavam reunidas várias pessoas ainda normais dentro de uma espécie de gaiola, rodeadas pelos já infectados pelo mal. Ele me pediu que sentasse e assistisse a tudo como a convidada de honra em uma festa especial; contava-me seus planos…

Fui obrigada a puxar uma alavanca postada a minha frente, mas como eu poderia saber?! O rapaz louro e extremamente gordo teve seu fim imediato: seu corpo todo foi encoberto por chamas vindas de algum lugar… Aqueles espetáculos de terror eram tão brutais, eu estava em um estado indescritível.

Mais tarde, ele tirou a sua máscara para mim. Sim, ele usava uma máscara que ocultava uma beleza que eu jamais havia visto! Como era possível haver tanta maldade?

Eu precisava perguntar “quando esse pesadelo vai acabar?”. Fazendo isso, muitos riram de mim, outros me apontaram indignados, como se eu fosse culpada por tudo aquilo, mas a resposta veio da boca dele: "está apenas começando meu amor…”.

Mamãe

Um homem tinha uma linda família: Uma linda filha, e uma esposa que acabará de casar.

Após 1 ano depois do casamento, o casal começou a brigar de forma inexplicável, e após muitas brigas, o homem acabou matando a mulher.

A menina era muito apegada à mãe, então o homem simplesmente enterrou a mulher sem falar nada para sua filha.

Ao dar boa noite, a criança perguntou sobre a mãe para seu pai. O pai claro, mentiu, dizendo para sua filha que sua mãe, foi viajar á trabalho e que iria demorar.

Passado meses, a criança já não perguntava nada sobre isso. O pai achando isso muito estranho, pergunta:

-Filha, você não sente saudades da mamãe?
-Não, papai.
-Por que?
-Porque ela esta atras de você!

Pesadelos

"Papai, eu tive um sonho ruim."

Você coça seus olhos e levanta o pescoço. Seu relógio vermelho brilha na escuridão - são 3:23. "
"Você quer subir na cama e me contar sobre ele?"

"Não, papai."

A estranheza da situação faz com que você fique mais acordado. Você mal consegue enxergar a silhueta pálida de sua filha na escuridão do quarto. Por que não, querida?"

"Porque no meu sonho, quando eu lhe contei do sonho, a coisa vestindo a pele da mamãe se levantou."

Por um momento, você se sente paralisado; mal consegue tirar os olhos de sua filha. O cobertor atrás de você começa a se mexer.

OS ESPELHOS

Um trovão clareia a madrugada fora de sua janela, por um segundo você imagina diversos rostos em desespero no seu espelho, decidindo que tal coisa não pode ser verdade, ele simplesmente vira e dorme.

No outro dia ele decide se livrar de todos espelhos da sua casa, devido à horrível experiência da noite anterior, todos espelhos reunidos ele os joga fora. No dia seguinte ele acorda e há um bilhete na cabeceira da sua cama, e ele diz:

''Por favor traga os espelhos de volta, nós gostamos de te ver dormir."


quinta-feira, 23 de maio de 2013

A Tenebrosa Noite de Tempestade

Era uma noite chuvosa quando um pai e sua filha voltavam do hospital onde ficaram o dia inteira na espera que a esposa e mãe estava internada. Uma grave doença desconhecida consumia sua vida e os médicos não sabiam o que fazer.

Como o hospital era longe, eles tinham que cruzar uma longa estrada escura que cortava um grande bosque. O som da chuva batendo no teto do carro , fazia um barulho relaxante e a garota começou a cochilar.

Repentinamente um grande estrondo fez-se ouvir. O trovão veio forte e um relâmpago iluminou a noite. O pai segurou firme o volante e o carro derrapou na estrada molhando até bater em um barranco.

Após verificar se sua filha não estava machucada o homem decidiu sair do carro para ver os estragos que o veículo havia sofrido. Os dois pneus dianteiros estavam furados e uma das rodas amassada.

- Parece que passamos por cima de algo grande na estada. – disse o homem.

A filha, debruçada na janela, perguntou receosa:

- Mas você pode consertar pai?

- Não – disse o homem balançando a cabeça. – Eu só tenho um estepe e vou ter que voltar a pé até a cidade para encontrar alguém que possa nos rebocar, não é longe daqui. Você pode esperar no carro até eu voltar.

- Tudo bem. – disse ela . – Mas não demore muito tempo.

O pai percebeu o medo nos olhos de sua filha e afirmou que iria o mais rápido possível.

A filha olhou pelo vidro de trás até ver o pai desaparecer , andando pela estrada no meio da noite.

Havia passado mais de uma hora e o homem ainda não tinha retornado. A garota começou a ficar preocupada, qual seria o motivo de tanta demora? Será que seu pai não havia encontrando nenhum reboque? O medo de ficar naquela estrada escura aumentava cada vez mais até que ela viu um vulto ao longe, vindo pela estrada.

Inicialmente ela ficou alegre, pois pensou que fosse seu pai, porém a alegria inicial foi virando medo quando ela pode perceber que era um homem estranho que vinha andando pela estrada. Agora, mais perto e iluminado pelos eventuais relâmpagos podia ver que se tratava de um homem alto, vestindo macacão e com uma barba em torno do rosto. Notou que algo grande estava sendo carregado em sua mão esquerda.

A garota começou a ficar nervosa e rapidamente trancou todas as portas do carro, após fazer isto e se sentir mais segura olhou para fora: o homem havia parado e olhava fixamente para ela a uma distância alguns metros.

De repente ele levantou o braço e a menina soltou um grito horripilante. Seu corpo todo tremia, as lágrimas invadiram seus olhos e apavorada viu que na mão esquerda o homem segurava a cabeça decepada de seu pai.

Seu coração batia aceleradamente e ela gritava sem parar. A expressão grotesca deu seu pai era horrível. A boca estava entreaberta com a língua de fora e os olhos estavam todos brancos.

Do lado de fora, colado em sua janela o homem olhava com raiva para ela. Seus olhos estavam injetados de sangue e seu rosto era coberto de cicatrizes. . Por um breve momento ele ficou sorrindo para ela como se fosse um louco, então lentamente ele colocou a mão no bolso e tirou algo e agitou para que ela visse.

Na sua mão estava as chaves do carro do seu pai...

Amigo imaginário

Créditos : http://medob.blogspot.com/
"O pior cego é aquele que não quer ver". Talvez essa seja a frase que descreverá todo esse texto. Agora, distinguir um fato de uma ilusão é algo difícil, uma vez que nosso cérebro tende a inventar coisas. Um exemplo? Amigos imaginários.

Amigos imaginários praticamente adentraram na nossa cultura. Todos acham normal e até mesmo curioso ver uma criança conversando com ninguém e apresentando nada para os outros, dizendo que aquilo era seu amigo imaginário.

Quando você pede para a criança descrever o amigo imaginário, elas falam, surpresas: "Nossa! Não está vendo ele? Veja como é bonito! Olhe suas asas! Sua calda!"

Você com certeza já deve ter ouvido falar de "sensibilidade paranormal". Pelo menos eu acredito que seja esse o nome dado às pessoas que possuem a "habilidades" que permitem fazer coisas como ver espíritos. A sensibilidade só atingiria alguns sortudos da população e à medida que envelhecessem, a sensibilidade iria ser ignorada.

O que eu quis dizer com isso: que você provavelmente nasceu ou então na infância conhecia alguém que tinha a sensibilidade paranormal. Mas geralmente as crianças que tem essa habilidade a possuem por volta de 1 à 5 anos de idade. São raros os casos de pessoas que conseguem manter a habilidade para o resto da vida. As crianças que possuem isso acabam sendo aversas a contato com uma pessoa de verdade, apenas se limitando as pessoas com quem ela convive. Por isso, ela conversa com o ar, ou o tipicamente conhecido amigo imaginário.

Amigos imaginários. Esse é o ponto. Supostamente são coisas da sua cabeça, correto? Ou melhor, algo passageiro como dizem os psicólogos, algo que crianças que foram criadas sozinhas (longe da companhia dos pais e sem irmãos ou primos) acabam criando dentro de sua cabeça para tentar "combater" a solidão.




A estimativa de vida de um amigo imaginário dura até os 7 anos de idade de seu "dono". Depois? São esquecidos, e quando os conhecidos do indivíduo acabam perguntando coisas relacionadas ao amigo imaginário como "como conversavam?", a pessoa geralmente não irá dar uma resposta sólida, apenas dirá algo como "eu era muito jovem e por isso não me lembro nem como ele era!".

E quando você tentava se lembrar como ele era, acabava apenas distorcendo mais a imagem daquele vulto negro que você chamava de amigo. Ele se tornava algo mais amável, um urso gigante azul ou um astronauta de macacão vermelho, e você pouco se importava como ele realmente era, já que nunca mais voltará a ver ele de novo.

Será que é verdade?

O caso é que você não se lembra, porque você não quer se lembrar. O seu amigo imaginário estava lá para te atormentar. As brincadeiras que ele mandava você fazer não eram coisas saudáveis, e sim maldades. Ele fez você se afastar das outras pessoas, pois sabia que se você estivesse sozinho, você não teria chance e ele poderia se alimentar da sua solidão e de sua vida por mais tempo. Como um parasita.

Obviamente, você é apenas uma criança ingênua, sendo iludida por um monstro que estava se alimentando de sua essência. Mas, os seres humanos adquiriram uma habilidade única. Uma coisa que difere eles dos animais: eles podem criar ilusões para mascarar o que realmente aconteceu. Isso fica claro com pesquisas que aparecem por aí e que provam que grande maioria de nossas memórias são falsas.

Como supostamente ele é um parasita mental, só pode ser combatido com essa habilidade instintiva do cérebro para aliviar o sofrimento e apenas empurrar a sujeira para debaixo do tapete, e guardar o amigo imaginário em um baú nos confins de seu crânio. Feito isso, você pode seguir em frente e se desenvolver...viver a vida.

Porém, o que você (e seu cérebro) não sabem é que seu amigo imaginário, embora aparentemente nunca tenha existido e tenha sido desligado de sua mente, ele está bem ativo, te controlando subconscientemente. Antes ele estava em seu primeiro estágio e você podia vê-lo. Agora você não pode vê-lo - e o pior - ele controla você.

Ele que te faz sentir raiva. Ele que te faz agir com violência contra as outras pessoas. Ele que te faz se sentir sozinho. E quando você finalmente estiver sozinho, você será consumido e levado para "aquele lugar".

Você provavelmente não deve estar entendendo por qual motivo ele levaria tanto tempo te atormentando e preso em sua cabeça, se poderia simplesmente entrar no inferno?

Isso é simples. Apenas seres com alma entram lá. Amigos imaginários não são exatamente "almas". Por isso, eles habitam as pessoas, as enchendo de pensamentos negativos para poderem ir até onde interessa, entrando como clandestinos. Como parasitas. São inúmeros os exemplos, mas alguns casos famosos ilustram bem como isso acontece. Kurt Cobain por exemplo. Até hoje não se sabe se ele foi assassinado ou se suicidou. Se alguém plantou a nota de suicídio dele ou se ele escreveu a punho aquilo. Mas a nota de suicídio dele é dirigida a alguém especial...seu amigo imaginário.

Talvez isso já esteja acontecendo com você. Talvez você não veja aqueles vultos como "amigos imaginários" como as crianças tanto descrevem. Para você podem ser apenas assombrações... Ou sombras. Pois seu cérebro provavelmente irá negar algo ilógico, usando sua famosa habilidade de iludir.

De qualquer modo, você pode acreditar nisso tudo que acabei de te falar...ou simplesmente negar tudo.

Com carinho, seu amigo imaginário.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Resident Evil e a polêmica cinematográfica


Resident Evil é uma das franquia mais bem sucedidas da história do games, isso não há como negar. Desde 1996, quando deu o ar da graça no Playstation, todo mundo conhece a série. Mesmo os que não jogaram, com certeza algum amigo já mostrou ao menos alguma parte do jogo como por exemplo a famosa parte dos cerberus pulando da janela. Uma cena que tem gente que jura que toma susto até hoje e que com certeza é um dos principais marcos da série.

Hoje, porém, muita coisa mudou na franquia e no coração de seus fãs. O jogo mudou drasticamente de gênero, resultando em muita gente rodando a baiana por aí, clamando que a série havia terminado em Code: Veronica. Mesmo com todo esse auê, o acontecimento que causou bagunça entre os fãs foi, sem dúvidas, a criação da série de filmes que vêm sendo lançados até hoje. Ah, mas como eu já ouvi falarem mal desses filmes… Já ouvi gente que nem mesmo assistiu nenhum deles mas não deixar que suas críticas não sejam bem ouvidas. Bem, hoje eu estou aqui justamente para falar dessa série de filmes que é, desde sua estréia, apedrejada pelos fãs de também pelos não fãs da franquia.



A primeira e principal crítica aos filmes que ouvi, se refere ao enredo (ou a falta dele) que se difere bastante da história original dos jogos. Logo no primeiro filme, podemos ver um universo bem diferente do que vimos naquele primeiro Resident Evil dos cães puladores de janela. Pelo meu ponto de vista, aqui eles mais que acertaram nas mudanças. Oras, o filme tem que vender. Não só para os fãs mas para o público em geral, afinal, temos que convir que os primeiros jogos (principalmente o primeiro) não tem uma história suficientemente interessante para preencher um filme que prenderia uma pessoa descompromissada na sala do cinema por muito tempo. Imaginem um filme de terror (o primeiro era de terror) onde nenhum personagem morre, e que ficam correndo de um lado para outro fugindo de zumbis para só no final alguma informação ser arremessada na cara do espectador. Imaginem se no final de cada filme aparecesse uma pessoa aleatória que arremessasse uma bazuca para o personagem principal para que ele derrote o último inimigo. Imaginem um filme inteiro onde os personagem mal interagem com um ser vivo durante uma longa 1 hora e meia. Me desculpem mas a história dos primeiros games podem funcionar muito bem lá nos games, onde o jogador tem uma interatividade e não fica entediado pela falta de acontecimentos ou repetitividade (aliás muita gente joga não é pela história). Enfim, na tela grande isso não funciona. O primeiro filme foi muito bom, em minha humilde opinião é claro, e soube usar o bastante do universo de Resident Evil para se tornar de fato um Resident Evil, mas dessa vez através dos olhos de um personagem inédito que se tornou o ícone da franquia: Alice.


Nem tudo são flores, obviamente, nos filmes de RE. A decisão de acabar com o mundo inteiro logo ali no terceiro filme foi uma decisão terrível. Isso limitou muito a continuação do enredo, os cenários possíveis, além de anular qualquer possibilidade de criar um novo cenário de ataque biológico dando aquela sensação de caos na humanidade. Não é a toa que a cena inicial de Afterlife é uma das minhas favoritas. Alice viajando pelo mundo e não encontrando uma alma viva no mesmo filme só piorou a situação nesse quesito. Sei lá, deixa a Alice sendo o único super Sayajin para lutar contra a Umbrella Corporation sem muito lado para virar o roteiro, novamente, limitando muito o mesmo.

Outra crítica que tenho é a pouca participação dos personagens dos jogos dentro dos filmes. Caramba, Chris, o personagem mais foda dos jogos (desculpem os fãs de Leon), faz apenas uma pontinha de figurante no quarto filme e já está confirmado que ele e sua irmã (Clair) não farão parte do próximo filme. Bem, grande parte da culpa vem do fato de Alice ser na verdade uma grande mistureba dos personagens principais dos jogos. Lembro que fiquei com um sorriso bobo na cara durante a cena de perseguição de helicóptero em Apocalypse pois ela é exatamente igual a cena de abertura de Code: Veronica protagonizada por Clair, com direito a pistola caindo e tudo. Muito mais legal foram quase toda a sequencia de luta contra Wesker no final de Afterlife, uma representação exata das cenas de Luta de Resident Evil 5. Além das cenas roubadas temos outros enredos como o fato de Alice ser a cura para o T-virus, assim como Jill é nos games. Assim realmente não sobra muita coisa para os outros personagens fazerem…


Enfim, todo esse texto aí em cima, mesmo com algumas críticas, foi para expressar minha indignação com essa má fama que os filmes de Resident Evil têm, afinal, o cinema tem um tempo muito mais limitado e um público muito mais abrangente para agradar, o que faz com que eles não possam desenvolver o enredo tão profundamente (e lentamente) como eles fazem nos jogos. Temos que esquecer essa ideia de que os filmes são feitos somente para os fãs pois não é. Curtam os filmes como um filme de ação de boa qualidade que vocês terão uma diversão garantida.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Bloody Marry



Ela vivia no meio da floresta, em uma casa pequena e vendia ervas e remédios para conseguir se sustentar. Pessoas que vivem na cidade vizinha a chamavam de Bloody Mary, e diziam que ela era uma bruxa. Ninguém ousava atravessar a velhota por medo de que suas vacas morressem, suas lojas de produtos naturais apodrecessem antes do inverno, os filhos ficarem doente de febre, ou quaisquer outras coisas de terríveis que uma bruxa irritada poderia fazer para os seus vizinhos.

Em seguida, as meninas da aldeia começaram a desaparecer, um por um. Ninguém poderia descobrir onde eles tinham ido. Angustiados famí­lias procurou os bosques, os edifí­cios locais, e todas as casas e celeiros, mas não havia nenhum sinal das meninas desaparecidas. Algumas almas corajosas foram para a casa Bloody Mary no bosque para ver se a bruxa tinha tomado à s meninas, mas ela negou qualquer conhecimento dos desaparecimentos. Ainda, notou-se que a sua aparência haggard tinha mudado. Ela parecia mais jovem, mais atraente. 
Os vizinhos ficaram desconfiados, mas que poderiam encontrar nenhuma prova de que a bruxa tinha levado seus jovens. Então veio a noite, quando a filha do moleiro se levantou da cama e caminhou para fora, após um som encantado ninguém mais pudesse ouvir.

A esposa do moleiro tinha uma dor de dente e estava sentada na cozinha tratando o dente com um remédio erval quando sua filha saiu de casa. Ela gritou para o marido e seguiu a garota para fora da porta. O moleiro veio correndo em sua camisola. Juntos, eles tentaram conter a garota, mas ela manteve romper com eles e sair da cidade. Os gritos desesperados do moleiro e sua mulher acordaram os vizinhos. 

Eles vieram para ajudar o casal frenético. De repente, um agricultor de visão aguçada deu um grito e apontou para uma estranha luz na borda da floresta. A poucos conterrâneos seguiu para o campo e viu Bloody Mary de pé ao lado de um grande carvalho, segurando uma varinha mágica que estava apontada para a casa do moleiro. Ela estava brilhando com uma luz sobrenatural que ela desferia o seu feitiço do mal sobre a filha do moleiro.
Os moradores da cidade pegaram suas armas e os seus forcadores e correram em direção à bruxa. Quando ela ouviu o barulho, Bloody Mary quebrou seu feitiço e fugiu de volta para a floresta. O agricultor previdente carregou a arma com balas de prata, no caso a bruxa quisesse buscar sua filha. Ele pegou a arma e disparou contra ela. A bala atingiu Bloody Mary no quadril e ela caiu no chão.

Os moradores da cidade raiva pularam em cima dela e levou-a de volta para o campo, onde construí­ram uma enorme fogueira e queimou na fogueira. Como ela queimou, Bloody Mary gritou uma maldição para os moradores. Se alguém mencionou seu nome em voz alta diante de um espelho, ela iria enviar seu espí­rito para vingar-se sobre eles, por sua morte terrível. Quando ela estava morta, os moradores foram para a casa no bosque e encontrou os túmulos das meninas da bruxa má havia assassinado.

Ela usou seu sangue para recuperar a juventude. Desde aquele dia até hoje, qualquer um tolo o suficiente para cantar o nome Bloody Mary três vezes diante de um espelho escuro ira convocar o espí­rito vingativo da bruxa. Diz-se que ela vai rasgar seus corpos em pedaços e rasgar suas almas de seus corpos mutilados. A alma desses infelizes vai queimar em tormento como Bloody Mary uma vez foi queimado, e eles vão sempre ser presos no espelho.





terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Bela garçonete



Você acabou de se mudar para seu apartamento novo numa cidade grande. Após um ano nessa nova vida, você praticamente desistiu de fazer novos amigos; seja no trabalho ou de qualquer outro modo. Você se sente muito solitário. Após procurar por um lugar pacífico para passar seu tempo, você encontra um restaurante nos limites da cidade. A garçonete é bem bonita. Você nota que ela parece ser a única pessoa trabalhando. Você nunca vê outra pessoa por lá. Acha aquele lugar perfeito.

Fazer amor com a garçonete após a janta, quando o restaurante fechava, havia se tornado uma rotina.

Você eventualmente faz amigos, e vai ao restaurante menos e menos. Depois de um tempo você para de ir lá completamente.

Em um bar com seu melhor amigo, você fala da diversão que tinha com a garçonete.  Ele diz que precisa conhecê-la.  Você o leva lá uma noite. O prédio está em absoluto estado de ruína. A porta da frente mal abre. O interior do restaurante está nojento e apodrecido, e, atrás do balcão, um corpo em estado de decomposição, soltando pus e um fedor terrível.

Quando a polícia chega ao local entrevistam você e seu amigo. Você fica chocado ao descobrir que o corpo é de uma garota que fugiu de um município próximo. A polícia lhe conta que foi homicídio, e que ela foi estuprada dúzias de vezes após o assassinato. A polícia lhe convida a fazer um teste de DNA, só para eliminá-lo como um dos suspeitos. De repente você fica muito preocupado.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O que é CreepyPasta?

Na Zombies & Girls começamos a escrever CREEPYPASTA e para que os leitores que não sabem o que é uma Creepypasta, estarei fazendo este post para vocês entenderem um pouco. Creepypasta são contos ou histórias postadas na internet, histórias muito ricas em detalhes. Essas histórias tem a função de deixar os leitores psicologicamente assustados ou deixar o leitor refletindo sobre aquilo que leu.

Creepypasta são muito comuns em sites ou blogs de terror. Creepypasta pode variar muito de tema, como massacres, mortes premeditadas, resenhas de coisas já existentes, sobrenatural ou até mesmo de fantasmas. O tema varia muito da imaginação de quem está escrevendo.


Na internet existem muitos sites especializados neste assunto. Porém geralmente existem regras em alguns sites para ler, as regras são: Estar com fone de ouvido, no escuro, sozinho, e em um lugar trancado.


(Deixar duvidas nos comentários)

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Experiência


Bem, o que relatarei aconteceu com uma ex professora minha de faculdade, aliás, pessoa que tinha uma visão muito abrangente e clara dos fenômenos que abrangem a pluralidade das existências. Esta minha professora sempre teve muita dificuldade para engravidar, chegando a fazer tratamentos diversos, mas nunca conseguiu, Até certo dia…

Nos idos anos 90, ela descobriu-se grávida, fato confirmado em exame de sangue, logo nas 8 primeiras semanas gestacionais… A gestação trouxe muita alegria a ela e ao marido, mas trouxe junto um receio, um medo do tesouro tão esperado ser perdido devido às complicações naturais das gestações de maior risco.

Devido este medo, apenas seu esposo e sua mãe ficaram sabendo da gravidez, e se comprometeram a guardar segredo até que esta estivesse difícil de esconder, devido ao crescimento uterino; porém, às vezes a vida prega surpresa. Duas semanas após, ocorreu o tão terrível abortamento, que foi um duro golpe para sua família…

Após 18 meses, eles foram agraciados com uma nova gestação, que graças a Deus foi a termo, e originou uma menina linda, de nome Ana Júlia.

Um belo dia, no momento com 6 anos de idade, a Ana chega para minha professora, e diz:

- Mamãe, você teria tido outro filho antes de mim, né?

A minha professora ficou bastante surpresa, afinal combinara com todos para que o assunto fosse enterrado, tamanha fora sua dor e decepção, e não queria que sua pequena soubesse desse tipo de assunto tão cedo, e assim, tentando descobrir quem era o(a) linguarudo(a), pergunta:

- Quem te disse isso, Aninha?

E a pequena responde:

- Ninguém, mamãe… Não vim naquele momento porque eu não estava pronta.


A Estátua



Há alguns anos atrás, um casal do Estado de Oklahoma, EUA, decidiram tirar uma noite de descanço. Resolveram sair para jantar na cidade. Como eles eram pais de duas crianças e as leis americanas são rígidas em relação ao abandono de menores, eles chamaram sua babá de maior confiança.

Quando a babá chegou, os pequenos já estavam dormindo. Então a babá se sentou perto delas e verificou se tudo estava bem. Mais tarde nessa noite ela ficou com tédio e foi ver TV, mas ela não conseguiu ver na sala porque não havia TV a cabo (os pais não queriam que as crianças ficassem vendo qualquer coisa na TV). Então ela ligou para os pais e perguntou se ela poderia ver TV no quarto do casal. Obviamente, os pais permitiram, mas a babá tinha um pedido final…. ela perguntou se poderia cobrir a estátua de anjo que estava no quarto das crianças com alguma toalha ou cobertor, porque ela a deixava nervosa. O telefone ficou em silêncio por um momento, e o pai que estava no telefone com a babá falou desesperado:


”..Leve as crianças para fora de casa agora!!! Nós estamos chamando a polícia! Não temos nenhuma estátua de anjo!”

A polícia achou os três corpos dos ocupantes da casa mortos depois de cinco minutos da chama. Nenhuma estátua foi encontrada. Nenhum vestígio de invasão. Nenhuma evidência, exceto que as vítimas morreram por causa de golpes com um objeto perfurante. O caso não foi solucionado e acabou virando uma lenda urbana.



Casa sem fim

É grande, mais vale a pena.

Deixe-me começar dizendo que Peter Terry era viciado em heroína. Nós éramos amigos na faculdade e continuamos sendo após eu ter me formado. Note que eu disse "eu". Ele largou depois de 2 anos mal feitos. Depois que eu me mudei do dormitório para um pequeno apartamento, não via Peter com muita frequência. Nós costumávamos conversar online as vezes (AIM era o rei na época pré-facebook). Houve um tempo que ele não ficou online por cinco semanas seguidas. Eu não estava preocupado. Ele era um notável viciado em cocaína e drogas em geral, então eu assumi que ele apenas parou de se importar. Mas então, uma noite, eu o vi entrando. Antes que eu pudesse começar uma conversa, ele me mandou uma mensagem.

"David, cara, nós precisamos conversar."

Foi quando ele me disse sobre a Casa sem Fim. Ela tinha esse nome pois ninguém nunca alcançou a saída final. As regras eram bem simples e clichês: chegue na saída final e você ganha 500 dólares, nove cômodos no total. A casa estava localizada fora da cidade, aproximadamente 7km da minha casa. Aparentemente ele tentou e falhou. Ele era viciado em heroína e sabe lá em mais o que, então eu imaginei que as drogas tinham feito ele se cagar todo por causa de um fantasma de papel ou algo assim. Ele me disse que seria demais pra qualquer um. Que não era normal. Eu não acreditei nele. Por que eu deveria? Eu disse a ele que iria checar isso na outra noite, e não importava o quanto ele tentasse me fazer não ir, 500 dólares soava bom demais pra ser verdade, eu precisava tentar. Fui na noite seguinte. Isso foi o que aconteceu.

Quando eu cheguei, imediatamente notei algo estranho sobre a casa. Você já viu ou leu algo que não deveria te assustar, mas por alguma razão te gelava a espinha? Eu andei através da construção e o o sentimento de mal estar apenas aumentou quando eu abri a porta da frente.

Meu coração desacelerou e soltei um suspiro aliviado assim que entrei. O cômodo parecia como uma entrada de um hotel normal decorada para o Halloween. Um sinal foi colocado no lugar onde deveria ter um funcionário. Se lia "Quarto 1 por aqui. Mais oito a seguir. Alcance o final e você vence!" Eu ri e fui para a primeira porta.

A primeira área era quase cômica. A decoração lembrava o corredor de Halloween de um K-Mart, cheia de fantasmas de lençol e zumbis robóticos que soltavam um grunhido estático quando você passava. No outro lado tinha uma saída, a única porta além da qual eu entrei. Passei através das falsas teias de aranha e fui para o segundo quarto.

Fui recebido por uma névoa assim que abri a porta do segundo quarto. O quarto definitivamente apostou alto nos termos de tecnologia. Não havia apenas uma máquina de fumaça, mas morcegos pendurados pelo teto e girando em círculos. Assustador. Eles pareciam ter em algum lugar da sala, uma trilha sonora em loop de Halloween que qualquer um encontra em uma loja de R$1,99. Eu não vi um rádio, mas imaginei que eles tenham usado um sistema de PA. Eu pisei em cima de alguns ratos de brinquedo com rodinhas e andei com o peito inchado para a próxima área. Eu alcancei a maçaneta e meu coração parou. Eu não queria abrir essa porta. O sentimento de medo bateu tão forte que eu mal conseguia pensar. A lógica voltou depois de alguns momentos aterrorizantes, e eu abri a porta e entrei no próximo cômodo.

No quarto 3 foi quando as coisas começaram a mudar.

A primeira vista, parecia como um quarto normal. Havia uma cadeira no meio do quarto com piso de madeira. Uma lâmpada no canto fazia o péssimo trabalho de iluminar a área, e lançava algumas sombras sobre o chão e as paredes. Esse era o problema. Sombras. Plural. Com a exceção da cadeira, havia outras. Eu mal tinha entrado e já estava apavorado. Foi naquele momento que eu soube que algo não estava certo. Eu nem sequer pensava quando automaticamente tentei abrir a porta de qual eu vim. Estava trancada pelo outro lado.

Isso me deixou atormentado. Alguém estava trancando as portas conforme eu progredia? Não havia como. Eu teria ouvido. Seria uma trava mecânica que fechava automaticamente? Talvez. Mas eu estava muito assustado pra pensar. Eu me voltei para o quarto e as sombras tinham sumido. A sombra da cadeira permaneceu, mas as outras se foram. Comecei a andar lentamente. Eu costumava alucinar quando era criança, então eu conclui que as sombras eram um produto da minha imaginação. Comecei a me sentir melhor assim que fui para o meio da sala. Olhei para baixo enquanto andava, e foi aí que eu vi. A minha sombra não estava lá. Eu não tive tempo para gritar. Corri o mais rápido que pude para a outra porta e me atirei sem pensar no próximo quarto.

O quarto cômodo foi possivelmente o mais perturbador. Assim que eu fechei a porta, toda a luz pareceu ser sugada para fora e colocada no quarto anterior. Eu fiquei ali, rodeado pela escuridão, e não conseguia me mexer. Não tenho medo do escuro, e nunca tive, mas eu estava absolutamente aterrorizado. Toda a minha visão tinha me deixado. Eu ergui minha mão na frente do meu rosto e se eu não soubesse que tinha feito isso, nunca seria capaz de contar. Não conseguia ouvir nada. Estava um silêncio mortal. Quando você está em uma sala à prova de som, ainda é capaz de se ouvir respirar. Você consegue ouvir a si mesmo estar vivo. Eu não podia. Comecei a tropeçar depois de alguns momentos, a única coisa que eu podia sentir era meu coração batendo rapidamente. Não havia nenhuma porta à vista. Eu não tinha nem sequer certeza se havia uma porta mesmo. O silêncio foi quebrado por um zumbido baixo.

Senti algo atrás de mim. Vire-me bruscamente mas mal conseguia ver meu nariz. Mas eu sabia que era lá. Independentemente do quão escuro estava, eu sabia que tinha algo lá. O zumbido ficou mais alto, mais perto. Parecia me cercar, mas eu sabia que o que quer que estivesse causando o barulho, estava na minha frente, se aproximando. Dei um passo para trás, eu nunca tinha sentido esse tipo de medo. Eu realmente não consigo descrever o verdadeiro medo. Não estava nem com medo de morrer, mas sim do modo que isso ia acontecer. Tinha medo do que a coisa reservara para mim. Então as luzes piscaram por menos de um segundo e eu vi. Nada. Eu não vi nada e eu sei que eu não vi nada lá. O quarto estava novamente mergulhado na escuridão, e o zumbido era agora um guincho selvagem. Eu gritei em protesto, não conseguiria ouvir o barulho por mais um maldito minuto. Eu corri para trás, longe do barulho, e comecei a procurar pela maçaneta. Me virei e cai dentro do quarto 5.

Antes que eu descreva o quarto 5, você deve entender algo. Eu não sou um viciado. Nunca tive história de abuso de drogas ou qualquer tipo de psicoses além das alucinações na minha infância que eu já mencionei, e elas eram apenas quando eu estava realmente cansado ou tinha acabado de acordar. Eu entrei na Casa sem Fim limpo.

Depois de cair do quarto anterior, minha visão do quinto quarto foi de costas, olhando pro teto. O que eu vi não me assustou, apenas me surpreendeu. Árvores tinha crescido no quarto e se erguiam acima da minha cabeça. O teto desse quarto era mais alto que os outros, o que me fez pensar que eu estava no centro da casa. Me levantei do chão, me limpei e olhei ao redor. Era definitivamente o maior quarto de todos. Eu sequer conseguia ver a porta de onde eu estava, os vários arbustos e árvores devem ter bloqueado a minha linha de visão da saída. Nesse momento eu notei que os quartos estavam ficando mais assustadores, mas esse era um paraíso em comparação ao último. Também assumi que o que estava no quarto quatro ficou lá. Eu estava incrivelmente errado.


Conforme eu andava, comecei a ouvir o que se poderia ouvir em uma floresta, o barulho dos insetos se movendo e dos pássaros voando pareciam ser as minhas únicas companhias nesse quarto. Isso foi o que mais me incomodou. Eu podia ouvir os insetos e os outros animais, mas não conseguia vê-los. Comecei a me perguntar quão grande essa casa era. De fora, quando eu caminhei até ela, parecia como uma casa normal. Era definitivamente na maior parte da casa, já que tinha quase uma floresta inteira. A abóbada cobria minha visão do teto, mas eu assumi que ele ainda estava lá, por mais alto que fosse. Eu também não via nenhuma parede. A única maneira que eu sabia que ainda estava dentro da casa era por causa do chão compatível com o dos outros quartos, pisos escuros de madeira. Continuei andando na esperança que a próxima árvore que eu passasse revelaria a porta. Depois de alguns momento de caminhada, senti um mosquito no meu braço. O espantei e continuei. Um segundo depois, senti cerca de dez mais deles em diferentes lugares da minha pele. Senti eles rastejarem para cima e para baixo nos meus braços e pernas, e algum deles foram para o meu rosto. Eu me agitava freneticamente para espantá-los mas eles continuavam rastejando. Eu olhei para baixo e soltei um grito abafado, mais um ganido, para ser honesto. Eu não vi um único inseto. Nenhum inseto estava em mim, mas eu conseguia senti-los. Eu ouvia eles voando pelo meu rosto e picando a minha pele, mas não conseguia ver um único inseto. Me joguei no chão e comecei a rolar descontroladamente. Eu estava desesperado. Eu odiava insetos, especialmente os que eu não conseguia ver ou tocar. Mas eles conseguiam me tocar, e estavam por toda parte.

Eu comecei a rastejar. Não tinha ideia para onde estava indo, a entrada não estava a vista, e eu ainda não tinha visto a saída. Então eu apenas rastejei, minha pele se contorcendo com a presença desses insetos fantasmas. Depois do que pareceu horas, eu achei a porta. Agarrei a árvore mais próxima e me apoiei nela, eu dava tapas nos meus braços e pernas, sem sucesso. Tentei correr mas não conseguia, meu corpo estava exausto de rastejar e lidar com o que quer que estivesse no meu corpo. Eu dei alguns passos vacilantes até a porta, me segurando em cada árvore para me apoiar. Estava a poucos passos da porta quando eu ouvi. O zumbido baixo de antes. Estava vindo do próximo quarto, e era mais profundo. Eu podia quase senti-lo dentro do meu corpo, como quando você está do lado de um amplificador em um show. O sensação dos insetos em mim diminuiu quando o zumbido ficou mais alto. Assim que eu coloquei a mão na maçaneta, os insetos se foram completamente, mas eu não conseguia girar a maçaneta. Eu sabia que se eu soltasse, os insetos voltariam, e eu não voltaria para o cômodo quatro. Eu apenas fiquei ali, minha cabeça pressionada contra a porta marcada 6, minha mão trêmula segurando a maçaneta. O zumbido era tão alto que eu não conseguia nem me ouvir fingir pensar. Eu não podia fazer nada além de prosseguir. O quarto 6 era o próximo, e ele era o inferno.

Fechei a porta atrás de mim, meus olhos fechados e meus ouvidos zunindo. O zumbido me rodeava. Assim que a porta fechou, o zumbido se foi. Abri meus olhos e a porta que eu fechei sumira. Era apenas uma parede agora. Olhei em volta em choque. O quarto era idêntico ao terceiro, a mesma cadeira e lâmpada, mas com a quantidade de sombras corretas dessa vez. A única real diferença é que a porta de saída, e a que eu vim, tinham sumido. Como eu disse antes, eu não tinha problemas anteriores nos termos de instabilidade mental, mas no momento eu sentia como se estivesse louco. Eu não gritei. Não fiz um som. No começo eu arranhei suavemente. A parede era resistente, mas eu sabia que a porta estava lá, em algum lugar. Eu apenas sabia que estava. Arranhei onde a maçaneta estava. Arranhei a parede freneticamente com ambas as mãos, minhas unhas começaram a ser lixadas pela parede. Cai silenciosamente de joelho, o único som no quarto era o incessante arranhar contra a parede. Eu sabia que estava lá. A porta estava lá, eu sabia que estava apenas lá, sabia que se eu pudesse passar pela parede-

"Você está bem?"

Pulei do chão e me virei rapidamente. Me encostei contra a parede atrás de mim e vi o que falou comigo, e até hoje eu me arrependo de ter me virado.

A garotinha usava um vestido branco que descia até seus tornozelos. Ela tinha longos cabelos loiros que desciam até o meio das suas costas, pele branca e olhos azuis. Ela era a coisa mais assustadora que eu já tinha visto, e eu sei que nada na vida será tão angustiante como o que eu vi nela. Enquanto eu a olhava, eu via a jovem menina, mas também via algo mais. Onde ela estava eu vi o que parecia com um corpo de um homem maior do que o normal e coberto de pelos. Ele estava nu da cabeça ao dedão do pé, mas sua cabeça não era humana, e seus pés eram cascos. Não era o diabo, mas naquele momento poderia muito bem ter sido. Sua cabeça era a cabeça de um carneiro e o focinho de um lobo. Era horrível, e era como a menininha a minha frente. Eles tinham a mesma forma. Eu não consigo realmente descrever, mas eu via os dois ao mesmo tempo. Eles compartilhavam o mesmo lugar do quarto, mas era como olhar para duas dimensões separadas. Quando eu olhava a menina, eu via a coisa, e quando eu olhava a coisa, eu via a menina. Eu não conseguia falar. Eu mal conseguia ver. Minha mente estava se revoltando contra o que eu tentava processar. Eu já tive medo antes na minha vida, e eu nunca tinha estado mais assutado do que quando fiquei preso no quarto 4, mas isso foi antes do sexto. Eu apenas fiquei ali, olhando para o que quer que fosse que falou comigo. Não havia saída. Eu estava preso lá com aquilo. E então ela falou de novo.

"David, você deveria ter ouvido"

Quando aquilo falou, eu ouvi palavras da menina, mas a outra coisa falou atrás da minha mente numa voz que eu não tentarei descrever. Não havia nenhum outro som. A voz apenas continuava repetindo a frase de novo e de novo na minha mente, e eu concordei. Eu não sabia o que fazer. Estava ficando louco e ainda assim eu não conseguia tirar os olhos do que estava na minha frente. Cai no chão. Pensei que tinha desmaiado, mas o quarto não deixaria isso acontecer. Eu apenas queria que isso terminasse. Eu estava de lado, meus olhos bem apertos e a coisa olhando pra mim. No chão na minha frente estava correndo um dos ratos de brinquedo do segundo quarto. A casa estava brincando comigo. Mas por alguma razão, ver esse rato fez a minha mente voltar de onde quer que ela estivesse, e olhar ao redor do quarto. Eu sairia de lá. Estava determinado a sair daquela casa e nunca mais pensar sobre ela novamente. Eu sabia que esse quarto era o inferno e não estava pronto para ficar lá. No começo apenas meus olhos se moviam. Eu procurava nas paredes por qualquer tipo de abertura. O quarto não era muito grande, então não demorou muito para que eu checasse tudo. O demônio continuava zombando de mim, a voz cada vez mais alta como a coisa parada lá. Coloquei minha mão no chão e fiquei de quatro, e voltei a explorar a parede atrás de mim. Então eu vi algo que eu não podia acreditar. A coisa estava agora diretamente nas minhas costas, sussurrando como eu não deveria ter vindo. Eu senti sua respiração na minha nuca, mas me recusei a me virar. Um grande retângulo foi riscado na madeira, com um pequeno entalhe no meio dele. E bem em frente aos meus olhos eu vi um 7 que eu tinha inconscientemente feito na parede. Eu sabia o que era. Quarto 7 estava bem onde o quarto 5 estava a momentos atrás.

Eu não sabia como eu tinha feito aquilo, talvez tenha sido apenas o meu estado no momento, mas eu tinha criado a porta. Eu sabia que tinha. Na minha loucura eu tinha riscado na parede o que eu mais precisava, uma saída para o próximo quarto. O quarto 7 estava perto. Eu sabia que o demônio estava bem atrás de mim, mas por alguma razão, ele não conseguia me tocar. Fechei meus olhos e coloquei ambas as mãos no grande 7 na minha frente. E empurrei. Empurrei o mais forte que pude. O demônio agora gritava nos meus ouvidos. Ele e dizia que eu nunca iria embora. Me dizia que esse era o fim, mas que eu não iria morrer, eu iria ficar lá no quarto 6 com ele. Eu não iria. Empurrei e gritei com todo o meu fôlego. Eu sabia que alguma hora eu iria atravessar a parede. Cerrei meus olhos e gritei, e então o demônio se foi. Eu fui deixado no silêncio. Me virei lentamente e fui saudado com o quarto estando como estava quando eu entrei, apenas uma cadeira e uma lâmpada. Eu não podia acreditar nisso, mas não tive tempo de me habituar. Me virei para o 7 e pulei levemente para trás. O que eu vi foi uma porta. Não a que eu tinha riscado lá, mas uma porta normal com um grande 7 nela. Todo o meu corpo tremia. Me levou um tempo para girar a maçaneta. Eu apenas fiquei lá, parado por um tempo, encarando a porta. Eu não podia ficar no quarto 6, não podia. Mas se isso foi apenas o quarto 6, não conseguia imaginar o que me aguardava no 7. Devo ter ficado lá por uma hora, apenas olhando para o 7. Finalmente, respirei fundo e girei a maçaneta, abrindo a porta para o quarto 7.

Cambaleei através da porta mentalmente exausto e fisicamente fraco. A porta atrás de mim se fechou, e eu me toquei de onde estava. Eu estava fora. Não fora como no quarto 5, eu estava realmente lá fora. Meus olhos ardiam. Eu queria chorar. Cai de joelhos e tentei, mas não consegui. Eu estava finalmente fora daquele inferno. Nem sequer me importava com o prêmio que foi prometido. Me virei e vi que porta que eu tinha acabado de atravessar era a entrada. Andei até o meu carro e dirigi para casa, pensando em o quão bom seria tomar um banho.

Assim que cheguei em casa, me senti desconfortável. A alegria de deixar a Casa Sem Fim tinha sumido, e um temor crescia lentamente em meu estômago. Parei de pensar nisso e fiz meu caminho para a porta da frente. Entrei e imediatamente subi para o meu quarto. Eu entrei lá e na minha cama estava meu gato Baskerville. Ele foi a primeira coisa viva que eu vi aquela noite, e fui fazer carinho nele. Ele sibilou e bateu na minha mão. Recuei em choque, ele nunca tinha agido assim. Eu pensei "tanto faz, ele é um gato velho". Fui para o banho e me aprontei para o que eu esperava ser uma noite de insônia.

Depois do meu banho, fui cozinhar algo. Desci as escadas e me virei para a sala de estar, e vi o que ficaria para sempre gravado em minha mente. Meus pais estavam deitados no chão, nus e cobertos de sangue. Foram mutilado ao ponto de estarem quase identificáveis. Seus membros foram removidos e colocados do lado dos seus corpos, e suas cabeças em seus peitos, olhando para mim. A pior parte eram suas expressões. Eles sorriam, como se estivessem felizes em me ver. Vomitei e comecei a chorar lá mesmo. Eu não sabia o que tinha acontecido, eles nem sequer moravam comigo. Eu estava confuso. E então eu vi. Uma porta que nunca esteve lá antes. Uma porta com um grande 8 riscado com sangue nela.

Eu continuava na casa. Estava na minha sala de estar, mas ainda assim, no quarto 7. O rosto dos meus pais sorriram mais assim que eu percebi isso. Eles não eram meus pais, não podiam ser. Mas pareciam exatamente como eles. A porta marcada com um 8 estava do outro lado, depois dos corpos mutilados na minha frente. Eu sabia que tinha que continuar, mas naquele momento eu desisti. Os rostos sorridentes acabaram comigo, me seguravam lá onde eu estava. Vomitei novamente e quase entrei em colapso. E então, o zumbido voltou. Estava mais alto do que nunca, enchia a casa e tremia as paredes. O zumbido me obrigou a andar. Comecei a andar lentamente, indo em direção a porta e aos corpos. Eu mal conseguia ficar em pé, ainda mais andar, e quanto mais perto eu ia dos meus pais, mais perto do suicídio eu estava. As paredes agora tremiam tanto que parecia que desmoronariam, mas ainda assim os rostos sorriam para mim. Cada vez que eu me movia, os olhos me seguiam. Agora eu estava entre os dois corpos, a alguns metros da porta. As mãos desmembradas rastejaram em minha direção, o tempo todo os rostos continuavam a me olhar fixamente. Um novo terror tomou conta de mim e eu andei mais rápido. Eu não queria ouvir eles falarem. Não queria que as vozes fossem iguais a dos meus pais. Eles começaram a abrir suas bocas, e agora as mãos estavam a centímetros dos meus pés. Em um movimento desesperado, corri até a porta, a abri, e bati com ela atrás de mim. Quarto 8.

Eu estava farto. Depois do que acabara de acontecer, eu sabia que não tinha mais nada que essa porra de casa pudesse ter que eu não pudesse sobreviver. Não havia nada além do fogo do inferno que eu não estava preparado. Infelizmente eu subestimei as capacidades da Casa Sem Fim. Infelizmente, as coisas ficaram mais perturbadoras, mais terríveis e mais indescritíveis no quarto 8.

Eu continuo tendo dificuldade me acreditar no que eu vi na sala 8. De novo, o quarto era uma cópia do quarto 6 e 4, mas sentado na cadeira normalmente vazia, estava um homem. Depois de alguns segundos de descrença, minha mente finalmente aceitou o fato de que o homem sentado lá era eu. Não alguém que parecia comigo, ele era David Williams. Me aproximei. Eu tinha que dar uma olhada melhor, mesmo tendo certeza disso. Ele olhou para mim e notei lágrimas em seus olhos.

"Por favor.... por favor, não faça isso. Por favor, não me machuque."

"O que?" Eu disse. "Quem é você? Eu não vou te machucar."

"Sim, você vai" Ele soluçava agora. "Você vai me machucar e eu não quero que você faça isso." Ele colocou suas pernas para cima na cadeira e começou a se balançar para frente e para trás. Foi realmente bem patético de olhar, principalmente por ele ser eu, idêntico em todos os sentidos.

"Escute, quem é você?" Eu estava agora apenas a alguns metros do meu doppelganger. Foi a mais estranha experiência que eu tive, estar lá falando comigo mesmo. Eu não estava assustado, mas ficaria logo. "Por que você-?"

"Você vai me machucar, você vai me machucar, se você quer sair você vai me machucar"

"Por que você está falando isso? Apenas se acalme, certo? Vamos tentar entender isso e-" E então eu vi. O David sentado lá estava usando as mesmas roupas que eu, exceto por uma pequena mancha vermelha bordada em sua camisa com um número 9"

"Você vai me machucar, você vai me machucar, não, por favor, você vai me machucar..."

Meus olhos não deixaram o pequeno número no seu peito. Eu sabia exatamente o que era. As primeiras portas foram simples, mas depois elas ficaram mais ambíguas. 7 foi arranhada na parede pelas minhas próprias mãos. 8 foi marcada com o sangue dos meus pais. Mas 9 - esse número era uma pessoa, uma pessoa viva. E o pior, era uma pessoa que parecia exatamente comigo.

"David?" Eu tive que perguntar.

"Sim... você vai me machucar, você vai me machucar..." Ele continuo a soluçar e a se balançar. Ele respondeu ao David. Ele era eu, até a voz. Mas aquele 9. Eu andei por alguns minutos enquanto ele chorava em sua cadeira. O quarto não tinha nenhuma porta, e assim como o 6, a porta da qual eu vim tinha sumido. Por alguma razão, eu sabia que arranhar não me levaria a nenhum lugar dessa vez. Estudei as paredes e o chão em volta da cadeira, abaixando a minha cabeça e vendo se tinha algo embaixo dela. Infelizmente, tinha. Embaixo da cadeira tinha uma faca. Junto com ela tinha uma nota onde se lia: Para David - Da Gerência.

A sensação em meu estômago quando eu li a nota foi algo sinistro. Eu queria vomitar, e a última coisa que eu queria fazer era remover a faca debaixo da cadeira. O outro David continuava a soluçar incontrolavelmente. Minha mente girava em volta de questões sem respostas. Quem colocou isso aqui e como sabiam meu nome? Sem mencionar o fato de que eu estava ajoelhado no chão frio e também estava sentado naquela cadeira, soluçando e pedindo para não ser machucado por mim mesmo. Isso tudo era muito para processar. A casa e a gerência estavam brincando comigo esse tempo todo. Meus pensamentos, por alguma razão, foram para Peter, e se ele chegou tão longe ou não. E se ele chegou, se ele conheceu um Peter Terry soluçando nesta cadeira, se balançando para frente e para trás. Eu expulsei esses pensamentos da minha cabeça, eles não importavam. Eu peguei a faca debaixo da cadeira e imediatamente o outro David se calou.

"David," ele disse na minha voz, "o que você pensa que vai fazer?"

Me levantei do chão e apertei a faca na minha mão.

"Eu vou sair daqui."

David continuava sentado na cadeira, mas estava bem calmo agora. Ele olhou pra mim com um sorriso fraco. Eu não sabia se ele iria rir ou me estrangular. Lentamente ele se levantou da cadeira e ficou de frente para mim. Era estranho. Sua altura e até a maneira que ele estava eram iguais a mim. Eu senti o cabo de borracha da faca na minha mão e apertei ela mais forte. Eu não sabia o que planejava fazer com isso, mas sentia que eu ia precisar dela.

"Agora" sua voz era um pouco mais profunda que a minha. "Eu vou te machucar. Eu vou te machucar e eu vou te manter aqui" Eu não respondi. Eu apenas o ataquei e o segurei no chão. Eu tinha montado nele e olhei para baixo, faca apontada e preparada. Ele olhou para mim apavorado. Era como se eu estivesse olhando para um espelho. E então, o zumbido retornou, baixo e distante, mas ainda assim eu o sentia no meu corpo. David olhou mim e eu olhei para mim mesmo. O zumbido foi ficando mais alto, e eu senti algo dentro de mim se romper. Com apenas um movimento, eu enfiei a faca na marca em seu peito e rasguei. A escuridão inundou o quarto, e eu estava caindo.

A escuridão em volta de mim era diferente de tudo que eu já tinha experimentado até aquele ponto. O Quarto 3 era escuro, mas não chegou nem perto dessa que tinha me engolido completamente. Depois de um tempo, eu não tinha nem mais certeza se continuava caindo. Me sentia leve, coberto pela escuridão. E então, uma tristeza profunda veio até mim. Me senti perdido, deprimido, suicida. A visão dos meus pais entrou na minha mente. Eu sabia que não era real, mas eu tinha visto aquilo, e a mente tem dificuldades em diferenciar o que é real e o que não é. A tristeza só aumentava. Eu estava no quarto 9 pelo que parecia dias. O quarto final. E era exatamente o que isso era, o fim. A Casa Sem Fim tinha um final, e eu tinha alcançado isso. Naquele momento, eu desisti. Eu sabia que eu estaria naquele estado pra sempre, acompanhado por nada além da escuridão. Nem o zumbido estava lá para me manter são. Eu tinha perdido todos os sentidos. Não conseguia sentir eu mesmo. Não conseguia ouvir nada, a visão era inútil aqui, e eu procurei por algum gosto na minha boca e não achei nada. Me senti desencarnado e completamente perdido. Eu sabia onde eu estava. Isso era o inferno. O Quarto 9 era o inferno. E então aconteceu. Uma luz. Uma dessas luzes estereotipadas no fim do túnel. Então eu senti o chão vir até mim, eu estava em pé. Depois de um momento ou dois para reunir meus pensamentos e sentidos, eu andei lentamente em direção a essa luz.

Assim que eu me aproximei da luz, ela tomou forma. Era uma luz saindo da fenda de uma porta, dessa vez sem nenhuma marca. Eu lentamente andei através da porta e me encontrei de volta onde eu comecei, no lobby da Casa Sem Fim. Estava exatamente como eu deixei. Continuava vazia, continuava decorada com enfeites infantis de Halloween. Depois de tudo o que aconteceu aquela noite, eu continuava desconfiado de onde eu estava. Depois de alguns momentos de normalidade, eu olhei em volta tentando achar qualquer coisa diferente. Na mesa estava um envelope branco com o meu nome escrito nele. Muito curioso, mas ainda assim cauteloso, juntei coragem para abrir o envelope. Dentro estava uma carta escrita à mão.

David Williams,

Parabéns! Você chegou ao final da Casa Sem Fim! Por favor, aceite esse prêmio como um símbolo da sua grande conquista.

Da sua eterna,
Gerência

Junto com a carta, tinham cinco notas de 100 dólares.

Eu não conseguia parar de rir. Eu ri pelo que pareceram horas. Eu ri enquanto andava até o carro e ri enquanto dirigia pra casa. Eu ri enquanto estacionava o carro na minha garagem, ri enquanto abria a porta da frente da minha casa e ri quando vi um pequeno 10 gravado na madeira.

http://medob.blogspot.com.br/2012/06/casa-sem-fim.html